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domingo, 14 de abril de 2013

Será que a Guerra foi mesmo "FRIA"

Charge referente as potências mundial no período da Guerra Fria

Com o fim da II GM na década de 40, se determinou quem seriam as potências do novo período que se iniciava na historia mundial. A nova ordem mundial tinha como protagonistas econômicas a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e os Estados Unidos, ou seja, se estabeleceu um embate entre Socialismo X Capitalismo, duas ideologias sendo defendidas ferozmente por dois gigantes da nova era que se iniciava e que esperavam que os estados da zona de influência se posicionassem escolhendo um dos lados ou permanecendo neutro. A Guerra “FRIA” foi marcada por rivalidades políticas, ideológicas e econômicas e pela ausência de combates e guerras propriamente ditos, daí a origem do nome “Guerra Fria”. Mas, como sugere o título deste artigo, será que essa guerra foi mesmo tão “fria”? Vamos a uma explicação um tanto quanto lógica e baseada em alguns fatos históricos. 

Segundo os historiadores, o momento em que acontece a Guerra Fria é um dos mais temidos de toda a história, por toda a humanidade, isso porque o poder arsenal dos EUA e da URSS era muito grande, uma simples bomba atômica seria capaz de destruir o planeta Terra inteiro. Não houve ataques nem uso desses armamentos contra pessoas.Mas, e como as mesmas ficaram com um sentimento de ameaça, esperando que uma bomba caísse sobre suas cidades a qualquer momento.E com a divisão da Alemanha a partir da criação do Muro de Berlim, como as pessoas ficaram sendo vigiadas por 302 torres de observação e tendo como armadilhas 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda, tanques blindados e militares com armamento pesado? A única alternativa para essas pessoas era a fuga, só que esta era imprevisível e praticamente impossível. Muitos tentaram e muitos morreram, cerca de 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de atravessá-lo. 
Período de tensões devido ao forte armamento dos dois países
Durante o período da Guerra Fria ficou visível que o conflito era muito mais pelo poder, já que em torno de toda disputa ideológica e de desenvolvimento bélico estava à conquista de estados aliados, onde a influência seria constante, ou seja, os dois lados praticavam uma política, que visava influenciar e conquistar a confiança e o apoio de outros Estados. Os EUA apoiavam os estados anticomunistas da América. A URSS dava seu apoio a Estados comunistas. Esse apoio era basicamente o fornecimento de armas e dinheiro. Mesmo nunca tendo havido um confronto direto e armado entre as duas potências durante toda a guerra fria, os EUA e a União Soviética se envolveram em conflitos de outros países, como por exemplo, a guerra da Coréia, onde os EUA apoiaram Coréia do Sul e a URSS ficou do lado da Coréia do Norte. Aí está um exemplo da determinação de cada um dos lados para manter sua influência e o poder não somente dentro de seu próprio Estado, mas também em outras partes do mundo.

Focos de tensão na Guerra Fria 
Como tudo tem um fim, a Guerra Fria também teve o seu, devido a uma crise econômica a URSS anuncia a sua dissolução. Em 1989 acontece à queda do muro de Berlim, que talvez para a Alemanha tivesse representado uma chance de verdadeiro recomeço após tantos conflitos pelo qual ela passou. A bomba não foi usada na Guerra Fria, talvez o receio dos EUA em gerar uma hecatombe nuclear fosse maior do que a ganância de vencer a guerra, e com a rendição da URSS os Estados Unidos mostrou mais uma vez toda sua força e passou a ser a maior referência de um sistema social seguido por quase todos os países do mundo, divulgando e aprofundando o princípio do “American Way of Life”. E assim o mundo pôde respirar com mais calma novamente, já que para a população em geral mesmo não vendo ataques com bombas e armas a ameaça era constante. A ameaça, a partir de então, passou a ser outra... Os EUA buscam reforçar laços de dependência econômica em todo o mundo e impor seus interesses, mesmo vestindo a pele de uma democracia... Várias economias de Estados que antes estavam sob a influência socialista passaram a se abrir para o sistema capitalista, ofertado pelos EUA, e o mundo se abriu para as indústrias americanas, o dólar se tornou a moeda do comercio e os EUA se tornou a potencia que conhecemos hoje.

População alemã derruba o Muro de Berlim.

Renúncia de Gorbachev estampada nos jornais.

O Uso da Bomba Atômica no Fim da Segunda Guerra Mundial

 Enganam-se os que pensam que as bombas atômicas criadas nos EUA durante o período de ápice da II Guerra Mundial tinham como finalidade realizar o tão famoso ataque as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, talvez este ataque nuclear e também a imagem de Adolf Hitler sejam as primeiras imagens que se vem à cabeça de alguém ao se falar em II Guerra Mundial. E por falar em Hitler nos lembramos de Alemanha Nazista também no período da IIGM. Com uma sede incrível de sair vitoriosa nessa guerra a Alemanha começa a desenvolver pesquisas e descobre que existe a possibilidade de romper o núcleo e liberar a energia contida nele, assim os alemães começam a criar sua bomba atômica. Esse foi o motivo da criação das bombas atômicas pelos EUA. Devido ao receio de que os alemães obtivessem êxito, Albert Einstein então entrega um documento a Roosevelt (então Presidentes dos EUA) alertando-o sobre as pesquisas alemãs em torno da bomba atômica. Em resposta Roosevelt autoriza e cria um comitê para o desenvolvimento da bomba. Vários estiveram envolvidos nos trabalhos que tinha como chefe Julius Robert Oppenheimerer e assim se deu início ao Projeto Manhattan. 


Albert Einstein e Oppenheimer
A guerra chegava ao fim em 1945, e os EUA tinham uma grande arma nuclear em suas mãos. A Alemanha não havia alcançado o êxito com a sua bomba e já havia se rendido, os demais países fracassados já havia assinado os tratados, apenas o Japão insistia em tentar invadir os EUA e prosseguir com a guerra. Tendo em vista uma série de preocupações, como o prolongamento da guerra por mais alguns meses, mais mortes de militares do exercito dos EUA, e o ataque que o Japão faz a base norte-americana de Pearl Harbor no Havaí, o então Presidente Americano Harry Truman e uma cúpula de governo decidiram atacar o Japão com a bomba nuclear. 

Ataque dos japoneses a base norte-americana
Em 16 de julho acontece o primeiro teste com uma bomba nuclear no campo de Alamogordo, no Novo México, e os americanos obtiveram êxito com o seu invento e a explosão da mesma foi tão grande que se sentiu a centenas de quilômetros de distância do local. Assim, em uma manhã de 06 de agosto de 1945, é lançada a primeira bomba atômica de destruição em massa contra o Japão, mais precisamente na cidade de Hiroshima. Três dias depois veio mais um ataque, desta vez à cidade de Nagasaki. O saldo do ataque nuclear foi imenso, aliás é impossível contar ou descrever o saldo de uma bomba radioativa, porque os efeitos são passados de geração a geração. Oficialmente foram mais de 200.000 vitimam fatais (70.000 morreram no momento da explosão e outras 130.000 morreram nos cinco anos seguintes por complicações causadas pela explosão e pelo contato com a radiação), e a total destruição das duas cidades bombardeadas. 
Little Boy - Lançada em Hiroshima

Fat Man - Lançada em Nagazaki
Foto tirada 30 minutos após a explosão,

Hiroshima Antes e Depois do ataque.

Destruição da cidade.

Estrutura que não caiu com o abalo da bomba. Hoje é uma Catedral.
 Talvez uma das mais reais traduções dos ataques com bombas radioativas a Hiroshima e Nagasaki seja a canção Rosa de Hiroshima.

“Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas                    
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada”

A música faz uma perfeita tradução de todas as conseqüências da bomba atômica. Tantas crianças que ainda tinham todo um futuro e uma vida cheia de descobertas e experiências ficaram marcadas com traumas irreparáveis, sem poder comunicar-se e expressar sentimentos e anseios aos demais. Pensar nas “meninas cegas e inexatas”, deformadas e sem possibilidade de se integrar na sociedade, por, possivelmente, após deformações, serem vistas como pessoas anormais. Pensar nas mulheres com suas “rotas alteradas”, as rotas alteradas significam os problemas de fecundação, já que as mulheres atingidas direta ou indiretamente pela bomba atômica ficaram inférteis ou geravam crianças com problemas mentais e físicos. Pensar nas feridas, feridas essas não apenas físicas, causadas pela explosão da bomba atômica, mas também feridas psicológicas. Pensar nessas mesmas feridas como “rosas cálidas”! “Nada mais irônico do que isso”. A rosa simboliza o belo, o romântico, o perfeito, porém a imagem da explosão vista de frente também é similar à de uma rosa. Só que essa rosa, diferente das outras, é cálida, ou seja, é quente, queima e fere, além de ser estúpida ela também não atrai porque não tem perfume nem beleza. Essa rosa é a rosa inválida. 







A partir de então os EUA mostrou todo o poder que tinha em mãos, já que para eles a bomba significava uma supremacia total em guerras, pois só eles haviam conseguido produzir uma arma de tão grande efeito. Com isso o mundo inteiro ficou intimidado e com medo de uma possível nova guerra, em que o uso de armamentos pesados como a bomba atômica pudessem ser utilizados.